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Mara Maravilha fala sobre brigas, conversão, novo programa gospel e o desejo de ser mãe

A apresentadora e cantora Mara Maravilha, 51, conta que vinha pleiteando novas oportunidades dentro do programa “Fofocalizando”, do SBT, e que, ao retornar em julho após quase um ano afastada, já sabia que ocuparia por pouco tempo o programa.

“O Fofocalizando é um produto muito bom, pensado por Silvio [Santos] e a cabeça dele não erra o feeling […] O programa tem tudo para continuar a ser um sucesso, mas assim, como a direção está impulsionando, com reportagens, cunho mais informativo e jornalístico”, avalia ela em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Com mais de 30 anos de carreira, Mara – que até voltou para a faculdade de jornalismo, que faz online e deve ser concluída em dois anos – comemora os vários trabalhos publicitários, em especial o mais recente, o de garota-propaganda da Tele Sena, e seu novo programa na Rede Gospel, que ainda não tem nome nem data de estreia. A atração terá artistas consagrados da música religiosa e deve lançar nomes novos no mercado musical.

Ainda em relação à música, Mara afirma que, apesar de não ter álbuns novos há anos, não pretende deixar de cantar. Tem trabalhos em andamento e fala com orgulho de suas músicas infantis, que, segundo ela, dão retorno ainda hoje pelos serviços de streaming. “Eu amo trabalhar com crianças. Não é algo que eu não queria mais, eu quero. Surgindo oportunidade…”, diz.

Ela justifica, citando a Bíblia: “Eu penso assim… Tem uma parábola que fala sobre talentos dados por Deus. Você tem que usar e multiplicar esses talentos, nunca guardar por medo de perder. Uso isso, não só como artista, mas na vida, todos devem tentar multiplicar seus talentos. Essa é minha filosofia de conduta de vida, além da fé que é minha prioridade.”

Brigas e religião

Mara se esquiva das questões sobre brigas, prefere não citar nomes, mas quem acompanha o Fofocalizando sabe bem que os desentendimentos entre ela e outros apresentadores do programa já renderam barracos e choradeiras. Lívia Andrade, por exemplo, já declarou publicamente de que não gosta da companheira de elenco.

Ela diz apenas que passou a admirar menos algumas pessoas do programa, mas garante que não leva mágoa de ninguém. Apenas Léo Dias ela faz questão de citar nominalmente como uma grande surpresa: “Quando voltei, ele teve uma atitude de homem, e me pediu perdão”, afirma ela, que se diz feliz pelo carinho e respeito da produção, “que é quem faz mesmo o programa”.

Mesmo seu afastamento, entre agosto de 2018 e julho de 2019, Mara afirma que foi por conta de uma crise de coluna, já que sofre com cinco hérnias e escoliose, que podem ter sido agravados pelo estresse do programa, mas rechaça a afirmação de que foi tirada da atração. Ela diz que foi tudo de comum acordo para poder cuidar mais da saúde.

“Eu saí meio a Carminha de ‘Avenida Brasil’, a vilã, a Nazaré [personagem de Renata Sorrah em ‘Senhora do Destino’. Mas tudo bem, o que vale é a minha consciência. O que dizem de mim não define quem eu sou. Mas eu aprendi e tenho fé de que eles tenham apreendido comigo com esse tempo de convivência. Continuo porque tenho talento e preciso”, afirma.

Mas brigas e desentendimentos não são novidade na carreira de Mara. Ela teve que lidar com comparações desde o início, primeiro com Xuxa, depois com Angélica e Eliana. A situação mais desafiadora, no entanto, foi com Angélica, sua companheira de emissora. Na época, boatos afirmavam que a morena havia feito macumba contra a colega.

Mara recorda hoje como as notícias foram devastadoras e a levaram a pedir para sair do SBT e, depois, deixar o país: “Eu pirei meu cabeção. Não segurei a onda, que hoje eu seguro com as Lívias da vida… Não aguentava mais ficar aqui, foi aí que decidi ir para Argentina. Mas lá eu vi que não é uma coisa que se resolve ao mudar de lugar… Vai com a gente”.

Foi nesse contexto, que Mara se voltou à religião: “A melhor coisa da minha vida”, afirma ela, que até então tinha tido uma criação católica, por vezes espírita. “Vi que era esse meu ponto de equilíbrio, o Espírito Santo. Não foi uma conversão de religião ou simplesmente de igreja, era um encontro com meu criador, com meu pai, que é mais importante.”

Em meio a conversa, Mara começa a fazer as contas e concluí: já tem quase metade de sua vida convertida. Tive 28 anos de influência de família católica e do espiritismo e, agora, tenho 23 anos já nessa minha nova criatura, que tem muitos defeitos também. Foi a melhor coisa da minha vida. Mais do que sucesso e dinheiro, o mais importante foi a minha conversão.”

Foi após a conversão e o retorno ao Brasil que Mara se aventurou no programa A Fazenda (Record), no qual se viu novamente cercada de polêmicas e brigas. Levou barro na cara, deu tapas na cara. Para muitos, a apresentadora se mostrou um pouco descompensada, mas ela afirma que foi, além de uma surpresa, um trabalho de autoconhecimento sua participação no reality.

“Eu achei que ia para falar de Jesus, ia ganhar todo mundo, louvar. Mas na primeira semana eu vi que não era nada do que eu imaginava. Eu sou Maravilha, que é um lado doce, infantil, mas lá eu vi que teria que ser Mara… Mara significa mulher, mas também é amarga. Descobri que tinha um lado arretado, porreta, um lado da nordestina, da minha mãe, do papo reto.”

Mas Mara ressalta que, apesar dos desentendimentos, não foi eliminada do programa e saiu porque “não fui pra debaixo do edredom com o galã que estava me seduzindo —não vem ao caso o nome. diz ela—, não paguei fio-dental e, talvez, porque existe um público que acha que falar palavrão é bonito. E eu não falo palavrão”, afirma.

Maternidade

Entre muitas recordações, Mara ressalta sua idade para recordar datas e eventos. Mas aí surge a dúvida, 51 ou 52? Por vezes, a apresentadora já antecipa a idade que completará em março do próximo ano, deixando bem claro que não tem o que esconder. “A carcaça envelhece sim, mas a velhice me faz bem internamente”, afirma ela, que diz se entender muito mais hoje.

“Eu me gosto muito, não tenho o que reclamar em relação a idade. Mas também me cuido muito. Tenho vários profissionais me ajudando, nutricionista, dermato, terapeuta. Vou na academia, tomo sol, vitamina D, estou quase na menopausa, então também tem reposição hormonal”, afirma ela, que comemora a nova colocação no Fofocalizando que possibilitou ter mais tempo para si mesma.

Nem a diferença de idade em relação ao noivo, Gabriel Torres, 30, a incomoda. Segunda ela, é ele quem costuma se importar com o que ela chama de bullying: “As pessoas falam que ele está comigo por interesse, como se eu não fosse gostosa. Também tem comentários de que ele é gay, mas não sabem o quanto ele é gostoso. É tudo bullying, preconceito”, afirma ela.

Juntos há quatro anos, eles ainda não têm planos concretos de se casarem. Mara enruga a testa ao ser questionada sobre uma data e desconversa afirmando que estão felizes assim. “Vamos ver, quem sabe?! Amor não está faltando”, brinca ela, que já foi casada duas vezes, com o ator, Paulo Lima, e com o cirurgião-dentista, Alessander Vigna.

Apesar de o casamento não ser uma prioridade, a maternidade ainda é. Mara se emociona ao falar em ser mãe e afirma que “está vendo novas estratégias” que possam possibilitar seu sonho, mas não dá detalhes —ela e Gabriel já estão há dois anos na fila de adoção. “No campo pessoal esse é meu maior sonho, não vou desistir.”

“Sempre quis [ser mãe], sempre. Um dos motivos de ter casado, as duas vezes, foi para ser mãe. Se Deus quiser, com fé em Deus eu vou conseguir. Está nas mãos Dele. Creio que vou ser [mãe], mas se não acontecer eu vou continuar crendo em Deus. É a vontade dele acima de tudo”, conclui ela.

Enquanto aguarda boas notícias no campo pessoal, Mara não descarta novas perspectivas para o futuro e cogita até mesmo entrar para a política. “Se Luciano Huck se candidatar a presidente, eu quero ser senadora”, brinca ela. Questionada se é um desejo real, ela diz que sim: “Eu me candidataria, sim. Se tiver brasileiro como eu, que acredite em mim e me apoie…”

Criticada por sua posição pró-Bolsonaro, ela desconversa em relação a partido e diz que a sua legenda é a do amor, da vida, do respeito ao ser humano e do Brasil crescendo com educação, saúde, entretenimento… “Está na hora de a gente se abrir. Quem não junta, espalha”, afirma a apresentadora.

Fonte: Folha de S. Paulo

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