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Novas estratégias do governo cubano tenta reprimir a liberdade religiosa

A tendência nas condições da liberdade religiosa em Cuba permaneceu a mesma por anos, mas as estratégias empregadas pelo governo cubano para reprimir os direitos das pessoas de professar livremente sua fé religiosa está mudando.

Essa é uma das principais conclusões encontradas no Relatório Anual 2019, da Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF, da sigla em inglês), que monitora a liberdade religiosa mundial e faz recomendações ao presidente norte-americano, ao Departamento de Estado e ao Congresso.

O relatório, que descreve a situação da liberdade religiosa em Cuba em 2018, explica que a mudança em algumas das táticas governamentais tem levado à uma preocupação da opinião pública internacional.

De acordo com o material, “ataques abertos e em flagrante à liberdade religiosa e propriedade parecem ter diminuído desde 2017”, apenas para ser substituído por “mais formas mais sutis de perseguição que são piores de identificar”.

Essas novas formas de perseguir pastores, líderes de igrejas e cristãos em geral incluem, como forma de causar medo, a emissão de mandados de prisão e acusação de violações do Código Civil e Criminal como forma de disfarçar a repressão religiosa.

“O governo continua a usar um sistema restritivo de leis, políticas, vigilância e assédio para controlar grupos religiosos”, o relatório explica.

O conteúdo cita também o caso do pastor de uma igreja sem registro no sudeste da província de Camaguey.

O pastor relatou que a polícia o submeteu a dois mandados de prisão como parte do que a USCIRF descreveu como “um grande padrão de hostilidade e intimidação por oficiais do Estado”.

Líderes religiosos também relatam que agentes de segurança do governo acompanham, monitoram e gravam rotineiramente cultos em igrejas e casas de adoração.

Apesar da USCIRF dizer que é difícil identificar a perseguição religiosa em Cuba, o material se refere ao caso de uma organização que relata que “194 pessoas foram presas ou detidas por causa de crenças religiosas e atividades entre julho de 2017 e abril de 2018”.

Fonte: Portas Abertas

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